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Dirigentes da ABIMED preveem que a tecnologia digital transformará as decisões médicas, os modelos de negócio e a cadeia de fornecimento da Saúde

São Paulo, 10 de abril de 2019 – “A próxima década será uma era de ouro para área da saúde, impulsionada pela transformação digital. A nova conjuntura deverá promoveraumento expressivo do mercado, redução do desperdício, uma nova maneira de pensar a saúde e de tomar decisões médicas”.A afirmação é de Fabricio Campolina, coordenador do Grupo Saúde 4.0 da ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde, que participou do painel “Indústria 4.0 na Saúde: A Medicina do Futuro”, no Global Summit Telemedicine & Digital Health.O mercado global de saúde deve dobrar de tamanho nos próximos 10 anos, passando de U$ 400 bilhões para U$ 800 bilhões, segundo projeções da consultoria KPMG. Estudos realizados nos Estados Unidos projetam uma redução p

Cânulas e cateteres: mantida regra de reprocessamento

Órgão prorroga medida adotada em 2018 e mantém, provisoriamente, a autorização para reutilização de produtos usados em procedimentos cardíacos. Novas regras sobre o tema estão em consulta pública.A Anvisa decidiu manter a permissão provisória para o reprocessamento de produtos utilizados em cirurgias cardíacas até que entrem em vigor novas regras sobre o tema. A decisão está na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 271, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira (18/3). Os produtos em questão são as cânulas para perfusão, tubos de calibre variável para bombeamen

Anvisa tem novo modelo regulatório

Entrou em vigor, nesta segunda-feira (1/4), o novo modelo regulatório da Anvisa, que tem o objetivo de melhorar e qualificar as normas sanitárias do país. A medida muda a forma de tratar a construção e revisão de atos normativos e simplifica processos internos de trabalho. Também estimula a apresentação de evidências técnicas para a elaboração de regras e valoriza o uso de mecanismos de participação social. A medida é centrada no fortalecimento da Análise de Impacto Regulatório (AIR), metodologia que permite a avaliação e estudos iniciais sobre a regulação para dar subsídios qualificados para a tomada de decisão da Diretoria Colegiada (Dicol).De acordo com a Agência, o novo modelo também estimula as áreas técnicas a melhorarem o planejamento e organização da discussão de temas, entre outras vantagens.Interação com o públicoO novo modelo v

Pequeno dispositivo portátil pode servir como alternativa às biópsias

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos desenvolveu um dispositivo portátil capaz de “capturar” células cacerígenas diretamente da corrente sanguínea, sem a necessidade de recorrer à biópsia, revelou um estudo divulgado nesta segunda-feira pela revista científica “Nature”.A pesquisa, desenvolvida na Universidade de Michigan, testou em modelos animais a eficácia deste protótipo, que poderia ajudar em melhores diagnóstico e tratamento, destacaram os especialistas.“Ninguém quer se submeter a uma biópsia. Se pudermos obter células cancerígenas suficientes do sangue, podemos usá-las para conhecer a biologia do tumor e determinar o tipo de cuidado”, explicou em comunicado Daniel F. Hayes, especialista em câncer

Healthcare: o desafio é alinhara cadeia de valor

Ninguém discorda que o setor de saúde é uma das indústrias mais importantes do mundo. O impacto econômico anual dos segmentos hospitalar, farmacêutico e de equipamentos médicos totaliza vários trilhões de dólares, representando mais de 10% do produto interno bruto global. E um dos setores que mais costumam gerar empregos e um dos mais inovadores - 7 das 25 empresas mais inovadoras de 2018 da Fast Company têm projetos na área da saúde.No entanto, estudos do Commonwealth Fund identificam sérias deficiências em equidade de tratamento,eficiência e resultados de saúde em todo o mundo. Indivíduos e organizações do setor precisam lutar demais para atingir o “triplo objetivo” que buscam: diminuir o custo per capita, melhorar a saúde de uma população e melhorar a experiência dos pacientes.Segundo Will Mitchell, professor da Rotman School of Management, ligada à University of Toronto, “apesar dos nossos [cada vez mais vastos] conhecimentos de saúde, estamos longe de alcançar seus benefícios potenciais e o problema não é a falta de dinheiro, compromisso ou habilidade individual. Todos os países desenvolvidos investem recursos substanciais na área da saúde. A questão- -chave - tanto nos mercados desenvolvidos tradicionais quanto nos emergentes - é que os sistemas de saúde são altamente fragmentados”.Quais seriam os fragmentos? São os principais atores do setor de saúde, que, juntos, formam os principais elementos da cadeia de atividades que geram valor para os pacientes:• a ciência, que tanto no ambiente acadêmico quanto na prática clínica cria novos produtos e procedimentos;• os fornecedores industriais que trazem os produtos e os procedimentos para o mercado;• os órgãos públicos que fornecem supervisão re- gulatória sobre segurança e eficácia;• os prestadores de serviços de saúde, incluindo clínicos e administrativos, que gerenciam ou que recomendam produtos e procedimentos;• as fontes pagadoras, sejam elas o setor público, as empresas privadas ou os indivíduos.Existem dois grandes problemas nessa cadeia. Em primeiro lugar, as necessidades dos pacientes são levadas em conta a posteriori. Embora todos os players do lado da oferta se refiram universalmente aos pacientes como o prin
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