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É fundamental que a mudança seja gradual

Para Rodrigo Aguiar, diretor da ANS, o modelo atual, de remuneração por serviço, pode não ser o mais vantajoso. Ele defende mudanças graduais.Por que a ANS lançou umacartilha de modelos de remuneração de fornecedores pelas operadoras?A proposta é induzir o mercado de planos de saúde a adotar modelos inovadores de remuneração, que vinculem o pagamento dos serviços prestados à qualidade do cuidado e ao valor agregado à saúde dos b

Sistemas se voltam à previsão de doenças

Em 2030 — quando a população brasileira com mais de 00 anos deverá ser de cerca de 42 milhões de pessoas, a mesma quantidade de crianças e jovens de até 14 anos — os gastos com saúde privada (convênio médico) devem atingir R$ 383,5 bilhões. Esses valores representam um aumento de 157% quando comparados a 2017, segundo dados do Instituto de Saúde Suplementar (IESS). A lógica do mercado de convênios médicos que os jovens, normalmente mais saudáveis, subsidiem os mais velhos está se quebrando com o envelhecimento da população brasileira.Diante desse cenário demográfico inexorável, a tecnologia deve exercer um papel relevante no setor. Não à toa, gigantes como Apple, Google e Amazon já desembarcaram na área médica com as mais variadas soluções que prometem reduzir os custos e mudar a forma de relacionamento entre médicos e pacientes. Alguns exemplos: o relógio Apple watch registra as calorias gastas numa caminhada, mede os batimentos do coração e, segundo especialistas, poderá até funcionar como desfibrilador em caso de parada cardíaca.A Alphabet, dona do Google, trabalha no desenvolvimento de um software de reconhecimento de voz que promete ser capaz de sinalizar uma depressão. No ano passado, a Amazon desembolsou US$ I bilhão na aquisição da Pill- Pack, uma farmácia on-line especializada em entrega de medicamentos em doses personalizadas. “Há uma explosão de inovação, hoje temos uma inteligência artificial mais barata e mudando fortemente a economia e o modo de gestão. Não é mais aquela ciência do foguete, difícil de ser alcançada”, diz Cristiano Kruel, head de inovação da StartSe, plataforma que conecta startups e investidores.Segundo especialistas, o setor deve passar por uma transformação estrutural por conta de uma mudança no foco do negócio. A tendência é que o sistema seja mais voltado à manutenção da saúde e predição de doenças. Atualmente, todo o setor é voltado para tratar a doença, o que gera custos elevados. No ano passado, o reajuste dos planos de saúde empresarial, de 19%, foi cerca de cinco vezes superior ao IPCA, de 3,75%.Em meio à revolução tecnológica e um olhar mais atento à prevenção, a área da medicina diagnóstica é considerada uma das mais promissoras nos próximos anos. Uma das principais vias de crescimento serão os exames genéticos que possibilitam a adoção de tratamentos e medicamentos mais personalizados e, consequentemente, mais assertivos porque serão moldados conforme as características genéticas de cada paciente.Daniel Kraft, médico americano especializado em inovação no setor de saúde da Singularity University, centro de inovação no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), defende que nos próximos anos haverá produção de pílulas de medicamentos personalizadas e produzidas em impressoras domésticas 3D. “Nos Estados Unidos, entre os medicamentos mais vendidos, o mais eficaz funciona para um usuário de cada quatro pessoas. O remédio menos eficiente beneficia apenas uma

Mudanças no sistema de saúde devem começar com a indústria

Pesquisa simultânea realizada pela Carcycle com os participantes do debate realizado pelo Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde – Capítulo Paraná (CBEXs-PR) em Curitiba apontou que a maioria acha que a indústria deve liderar a transição do setor de saúde para o VBHC (Value-Based Healthcare), ou seja, os cuidados à saúde baseados em valor. A discussão sobre “Como a Indústria está participando da Saúde Baseada em Valor” foi realizada em 25 de abril na FAE Business School e reuniu aproximadamente 100 pessoas do setor e os debatedores – o diretor do Grupo de Saúde da 3M Brasil, Marcelo de Camargo; o membro do time de liderança da Medtronic Brasil, Marcos Hume; e o coordenador de Serviço de Intervenções Cardiovasculares do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hélio José Castello Junior, além do mediador, o sócio-diretor em Healthcare da KPMG, Daniel Greca.Com 29 anos de experiência no mercado de saúde, o diretor do Grupo de Saúde da 3MBrasil reafirmou a importância de trazer a indústria dentro do conceito de valor e a necessidade de colocar a discussão para todos os setore
  Pesquisa ABRAIDI constata que preços de dispositivos médicos diminuíram nos últimos cinco anos ABIMED

Pesquisa ABRAIDI constata que preços de dispositivos médicos diminuíram nos últimos cinco anos

O II Fórum ABRAIDI – Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde – marcou o lançamento da 2ª edição do estudo “O Ciclo de Fornecimento de Produtos para Saúde no Brasil”, com dados inéditos. Um capítulo inteiro traz números sobre a evolução de preços médios de venda de Dispositivos Médicos Implantáveis – DMIs e derrubam a tese de que esses produtos encarecem o custo da saúde no Brasil. O evento é realizado, 25 de abril, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.Para a pesquisa, foram selecionados dois DMIs largamente utilizados nos sistemas público e privado brasileiros. Um dos itens são os stents coronarianos, que ocupam o primeiro lugar de consumo na tabela do SUS e na saúde suplementar, em termos de valores gastos. O outro it
Porte de empresas: esclareça todas as suas dúvidas ABIMED

Porte de empresas: esclareça todas as suas dúvidas

Reunimos aqui as principais informações sobre porte de empresas, assunto que tem gerado diversos questionamentos à Central de Atendimento da Anvisa.Muito se fala sobre o porte de uma empresa, que costuma ser usado pelo senso comum, de uma maneira bastante genérica, como sinônimo de tamanho. Para efeitos legais, o porte é a capacidade econômica da empresa, determinada pelo faturamento anual bruto, incluindo matriz e filiais.Determinar o porte de uma empresa na Anvisa faz diferença para que seja possível obter descontos no pagamento da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS).Cadastramento de porteEste é um ponto que costuma gerar muita dúvida. Entenda:No momento do cadastramento da empresa, a definição de porte não permite alteração. Ou seja, a empresa é automaticamente cadastrada pela Anvisa como “Grupo I – Empresa de Grande Porte”.Mas o que fazer se a empresa não é de grande porte? Neste caso é preciso comprovar junto à Agência o porte dela. Em outras palavras: toda empresa cujo porte for diferente de “Grande I” deve solicitar a alteração de porte junto à Agência para que possa usufruir de alguns descontos no pagamento da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária.Caso o porte não seja comprovado dentro dos prazos legais, ficará a empresa sujeita ao pagamento da TFVS em seu valor integral, sem direito a ressarcimento. Classificação de porteA tabela abaixo é utilizada pela Anvisa para classificação referente ao porte da empresa, de acordo com a MP nº 2.190-34/2001 e a Lei Complementar nº 139/2011.Classificação da empresa Faturamento anual Grupo I – Empresa de Grande PorteSuperior a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais). Grupo II – Empresa de Grande PorteIgual ou inferior a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) e superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).Grupo III – Empresa de Médio PorteIgual ou inferior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais) e superior a R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais).Grupo IV – Empresa de Médio PorteIgual ou inferior a R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais). Empresa de Pequeno Porte (EPP)Igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) e superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais). MicroempresaIgual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e
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