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Setor em transformação

O mercado de produtos para saúde cresce no mundo todo e cria oportunidades para novos players. Esse cenário é evidenciado com o envolvimento crescente da indústria da tecnologia da informação na área da saúde, as parcerias criadas com empresas do setor e a proliferação de startups. Surgem novos aplicativos, novas tecnologias e soluções decisivas para melhorar a sustentabilidade do sistema e sua produtividade.Suíça, Islândia, Suécia, Coréia do Sul e Itália são referências mundiais em healthcare, setor que engloba o mercado de cuidados com a saúde e assistência médica.Além do uso de recursos tecnológicos para desenvolvimento de seus sistemas de saúde, a extensão demográfica desses países, em sua maioria pequenos em território, favorece o controle e aplicação de medidas igualitárias. Ainda fazem parte da lista Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental e Japão, por já lidarem com o envelhecimento da população há algum tempo e discutirem a saúde pública e privada - o envelhecimento da população é um fator fundamental para o planejamento estratégico dos setores público e privado, visto que o número de incidência de doenças crônicas cresce e, consequentemente, a necessidade de suporte de produtos (medicamentos, equipamentos médicos etc) e serviços (atenção farmacêutica, maior acesso aos médicos, entre outros) para a prevenção de novas doenças ou ganho de qualidade de vida."Cada vez mais os aplicativos e startups estão sendo aprimorados, modificando a maneira de se exercer a medicina, o ensino médico, e a própria relação médico-paciente, porque possibilitam, entre inúmeras opções, monitoramento e atendimento à distância. Essas inovações conferem maior responsabilidade ao paciente pela gestão da própria saúde e, além de beneficiá-lo, geram economia para as operadoras e para o sistema de saúde como um todo", diz Carlos Goulart, presidente executivo da Associação Brasileira de Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed).O si st ema de saúde brasileiro também passa por uma série de transformações.Tecnologia de ponta já é encontrada em hospitais de renome que contribuem para o tratamento mais efetivo do paciente.Por aqui, há um mercado crescente, com demandas igualmente crescentes neste sentido. O setor de healthcare ganhou maturidade nos últimos anos, apesar da crise econômica e aumento significativo de custos que limita a capacidade do governo para lidar com as necessidades da população."O mercado vem em uma transformação crescente desde 2014, quando o capital estrangeiro passou a ser permitido no Brasil. Antes disso, vivia de modelos de gestão mais tradicionais. Desde então, se profissionalizou e eu acredito que há espaço para consolidação, principalmente para o setor hospitalar. Isso deve continuar nos próximos anos", garante o sócio-diretor da KPMG, Daniel Greca.Aplicação e oportunidades Além de contar com milhares de produtos e dos mais sofisticados equipamentos a commodities de uso hospitalar, o setor

Indústria pressiona por menor custo do convênio

A indústria está pressionando as operadoras de planos de saúde, hospitais, laboratórios e consultórios a trabalhar com novos modelos de remuneração e de atendimento para reduzir o custo do convênio médico - benefício que representa, atualmente, cerca de 12% da folha de pagamento dessas companhias. O que se busca é um modelo em que o pagamento seja feito de acordo com a performance, diferentemente do atual formato, em que se paga por serviço, método conhecido no setor da saúde como "fee for service".A Confederação Nacional da Indústria (CNI) montou, no começo de 2017, um grupo de trabalho com representantes de 44 empresas - como Petrobras, Vale, Gerdau, Odebrecht, Ambev, GE, Volkswagen e Coca-Cola - para tratar especificamente dos planos de saúde. Recentemente, esse grupo da CNI tornou-se um representante junto ao governo para tratar de temas como reajuste dos convênios, inclusão de novos procedimentos no rol de serviços obrigatórios, coparticipação e franquias, entre outros. A primeira reunião da indústria na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) será realizada no próximo dia 30."Somos os pagadores do plano de saúde e não podíamos participar das discussões", disse Marcia Agosti, líde

Saúde não é mercadoria

Muitos jornalistas econômicos brasileiros ficaram surpresos com a suspensão do copagamento nos novos planos privados de assistência à saúde proposto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Mais ainda pela justificativa usada pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de que a assistência à saúde não é mercadoria.A direção da ANS voltou a atrás da resolução de introduzir copagamento e franquia no setor de planos de saúde do país (https://bit.ly/2OwekyQ).É preciso lembrar que a preocupação com a atividade mercantil no setor saúde tem frequentado a agenda pública brasileira há décadas. Existe um amplo reconhecimento de que a procura por assistência à saúde é complexa e nada racional, ao contrário da procura por mercadorias comuns, como comida, vestuário ou celular. De fato, face à imprevisibilidade do surgimento de alguma enfermidade, a procura individual por serviços médicos, com exceção de seus aspectos preventivos, vem junto com o risco real de perda da capacidade de trabalho e, no limite, da perda da própria vida, não podendo ser postergada.Além disso, a prestação de assistência à saúde apresenta diferença significativa em relação aos serviços tradicionais em razão da dependência do paciente à intervenção profissional, especialmente médica. O acesso aos serviços de diagnósticos e medicamentos de alto custo é determinado por decisão profissional, de modo que o pa

Medo, cura e outras falhas de percepção sobre o diabetes

Medo, negação, raiva… Esses são alguns dos sentimentos quando se recebe o diagnóstico de uma doença. Especialmente se ela for crônica e incurável, como é o caso do diabetes. É natural que, nesse contexto, muitos procurem uma saída mirabolante, um jeitinho de se livrar dessa situação sem ter de fazer grandes mudanças na vida.Recentemente, tive oportunidade de ser o curador de uma importante pesquisa de percepção: “O que o brasileiro sabe (e não sabe) sobre diabetes”. O estudo, feito pela SAÚDE e pela área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, entrevistou 1050 pessoas, 387 com e 663 sem a doen&

‘Fórum Estadão’ debate melhorias para saúde e educação

O Estado realiza sexta-feira, das 9h30 às 12h, em São Paulo, o sexto fórum para debater os caminhos possíveis para a reconstrução do Brasil à luz das eleições gerais de outubro.Desta vez, serão abordadas as medidas necessárias para melhorar as condições de saúde e de educação no País. O evento é gratuito e aberto ao público, mediante inscrição prévia pela internet, no endereço bit.ly/rebrasil.O seminário será dividido em dois painéis. O primeiro, com início às 9h30, será formado pela coordenadora do programa GV Saú
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