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Máquina-corpo

Técnicas médicas de última geração avançam a passos largos em todas as fases, do diagnóstico à reabilitação, estimulando debate sobre a abrangência, a eficácia e o custo das novidadesA ampliação das parcerias público-privadas pode ser uma forma

Hospitais reagem à mudança do clima

Nas oito unidades do hospital Albert Einstein, o anestésico usado em cirurgias e exames é a maior fonte de emissões de gases­estufa do hospital. Na atmosfera, 1 kg de óxido nitroso (N2 O), a base do medicamento, faz um dano equivalente a 310 kg de CO2 , o mais volumoso dos gases­estufa. Um plano de emergência foi acionado em 2010, liderado pelos anestesistas, e o Einstein reduziu o consumo do gás em 23%. O caso do hospital ilustra o movimento do setor de saúde em começar a lidar com a mudança do clima e a se adaptar aos impactos.Trata­se de uma tendência recente e mundial. O Spaulding Rehabilitation Hospital, ligado à Universidade de Harvard, inaugurou em 2013 um hospital ambientalmente­modelo e que se comprometeu em reduzir emissões em 40%. Tem janelas que abrem, um detalhe importante. No atendimento das vítimas do furacão Katrina, janelas de hospitais foram quebradas porque não abriam, o ar­condicionado não funcionava e pacientes morriam de calor.Durante dois dias, 800 profissionais da saúde se reuniram no Hospital SírioLibanês, em São Paulo, no ""Seminário Hospitais Saudáveis ­ O desafio do setor de saúde fr

Pesquisas ajudam a diminuir o alto custo de próteses

Da máquina que parece micro-ondas sai a calota craniana que repara deformidades causadas por trauma ou doença. O ""micro-ondas"" é a impressora 3D instalada no Biofabris, laboratório de pesquisa de biomateriais para próteses ligado à Unicamp. A prótese com material biocompatível (não rejeitado pelo organismo) produzida com essa tecnologia é a promessa para baratear a fabricação de membros e tecidos artificiais.Enquanto uma prótese craniofacial importada custa R$ 100 mil, a peça feita em titânio no laboratório em Campinas pode sair por R$ 10 mil, segundo o coordenador do Biofabris, Rubens Maciel Filho. ""Nosso ideal é que seja acessível ao SUS"", diz.Unindo tomografia computadorizada, réplica do crânio do paciente e detalhes como ranhuras para que couro cabeludo e cabelos cresçam em cima da prótese, o laboratório consegue fazer uma peça sob medida, diz o engenheiro André Jardini, do Biofabris. Isso aumenta a rapidez e a

Sala que une cirurgia e diagnóstico reduz riscos

'O uso do espaço não é simples ou barato, você não pode ter ele em todo hospital', diz Paulo Niemeyer, do Instituto Estadual do CérebroUnir no mesmo espaço mesa de cirurgia e equipamento de diagnóstico –como ressonância magnética ou raio-X– diminui o risco de o paciente morrer e aumenta a chance de sucesso das operações.No IEC (Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer), no Rio, a sala híbrida tem câmeras e telas de alta definição e um microscópio que permite ao cirurgião ver detalhes milimétricos dentro da cabeça do paciente. A estrela maior do espaço é uma ressonância magnética, que fica atrás de uma porta dupla de chumbo.""É a Disneylândia da neurocirurgia"", diz Paulo Niemeyer Filho, diretor do IEC. A sala, que como todo o hospital só atende pacientes do SUS, custou R$ 16,7 milhões.O espaço é usado principalmente em retiradas de tumores. A Folha acompanhou, no local, a operação de um paciente com câncer

Telemedicina reduz fila da consulta com especialista

Recursos da telemedicina têm sido usados na rede básica de saúde como forma de reduzir a fila por consultas com especialistas, um dos grandes gargalos no SUS.Em São Paulo, por exemplo, o tempo de espera por um cardiologista é de oito meses. No Paraná, conseguir consulta com um reumatologista pode demorar três anos.No programa Telessaúde, plataforma on-line do Ministério da Saúde, profissionais da atenção básica esclarecem, remotamente, suas dúvidas e têm uma segunda opinião do especialista.Funciona assim: após se cadastrar na plataforma, o médico pode ligar gratuitamente ou mandar mensagem on-line para uma central onde há uma equipe de especialistas de várias áreas de plantão para atendê-lo em horário comercial–das 8h às 17h30, de segunda a sexta.Uma dúvida comum, por exemplo, é sobre o tratamento do diabético que precisa de insulina. Médi
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