Notícias

Proximidade entre cientistas e empresas favorece avanços

Inovação é vital para a indústria farmacêutica, afirmou Dante Alário, vice-presidente do conselho deliberativo do Grupo FarmaBrasil, durante seminário sobre o setor, promovido pelo Valor, em Brasília. ""Sempre se fala sobre esse tema, mas ele ainda é pouco praticado no país."" Para combater esse gargalo, Alário e os 15 especialistas que participaram do encontro como painelistas concordam que é preciso uma maior interação entre governo, academia e iniciativa privada para tirar projetos inovadores das gavetas.A receita defendida por atores públicos, cientistas e a indústria combina o apoio financeiro do Estado para pesquisas que atendam diretamente as demandas dos fabricantes e da sociedade. Na terça-feira, o BNDES aprovou uma linha de financiamento não reembolsável de R$ 15 milhões para a pesquisa de medicamentos usados no combate a doenças como leishmaniose, tuberculose e hanseníase.""Ainda falta no Brasil um centr

Intercâmbio com outros países é essencial

A participação das indústrias farmacêuticas nacionais em redes globais de inovação tem se mostrado um imperativo para sua sobrevivência e crescimento. Uma das razões é a necessidade de permanente atualização tecnológica, por meio de acordos com empresas e universidades estrangeiras e pela formação de pesquisadores em centros internacionais de referência. Outro motivo é a busca de novos mercados.""O surgimento dos biossimilares - medicamentos biológicos cujas patentes estão vencidas - vai ser um grande desafio para as indústrias brasileiras, pois, ao contrário dos genéricos, eles vão demandar maiores investimentos"", diz diretor do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), João Calixto. ""As empresas terão que correr mais riscos e contar com parcerias internacionais"", afirma.Um caminho interessante a ser seguido pela indústria para ampliar as redes de inovação é criar parcerias com grandes centros nacionais de excelência em pesqu

Termo de ajustamento de conduta

Num trecho que passou desapercebido na carta de intenções da semana, o grupo de senadores do PMDB capitaneado pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, propõe um 'TAC Fiscal'. É por meio do termo de ajustamento de conduta, incorporado ao juridiquês na década de 1990, que interesses em conflito se comprometem, perante o Ministério Público, a cumprir condições para resolver pendengas antes de sua judicialização.O 'TAC Fiscal' se destinaria a rever as vinculações orçamentárias que hoje garantem os recursos à saúde, educação e Previdência, por exemplo, para dar mais flexibilidade ao gasto público ou, na expressão do documento, 'zerar o jogo'.O ato falho pemedebista não é apenas o reconhecimento simbólico da invasão da política e da economia pelo Judiciário. Está em curso um termo de ajustamento de conduta parlamentar ao jogo montado para garantir a continuidade do mandato da presidente Dilma Rousseff.O TAC pemedebista propõe uma revisão do pacto social da Constituição de 1988, mas sua inserção na agenda tem um simbolismo que a transcende. É a tentativa de o partido se firmar como o catalisador de um novo capítulo da política nacional, marcado pelos acordos de leniência das empresas da Lava-Jato e pela condenação do mito petista trancafiado em Curitiba, de que a redenção dos oprimidos justifica a rapina.A economia precisa de novos operadores na política para continuar a girar. Há pedágios a pagar, desde multas e cessão de fatias de mercado a emp

Cobrança no SUS é desastre e lembra a ditadura, diz ex-ministro da Saúde

""A proposta de cobrança no SUS é uma ideia desbaratada que não resolve nada. Politicamente é um desastre e conceitualmente é um equívoco: é radicalmente oposta ao que está na Constituição. Significa mais uma tentativa de colocar sobre as famílias brasileiras o ônus do financiamento da saúde.""A análise é do médico José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde (2007-2010) no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Atual diretor-executivo do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde, ele diz ter ficado em ""estado de choque"" quando leu sobre o pacote encaminhado pelo Senado ao Planalto, que recebeu elogios do ministro da Fazenda.""Quando vi a proposta, achei que estava delirando, voltando aos tempos da ditadura militar, com ideias desse tipo, como as de Leonel Miranda [ministro de 1967 a 1969], que propunha a privatização de toda a saúde brasileira"", diz Temporão, 63, à Folha.Para ele, o projeto ""soa mais como uma provocação do governo em relação à saúde pública. Não há ninguém no setor que sustente uma proposta que é absolutamente nefasta para a saúde no país"". Lembra que, há uma semana, um congresso do setor pediu o aprofundamento no financiamento à saúde.Na sua visão, a questão do financiamento da saúde pública necessita mudanças estruturais. ""Tem a ver com financiamento da seguridade social, com uma refor

Após embate com associações médicas, governo recua e vai revisar decreto

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta quarta-feira (12) que o governo vai revisar o decreto que cria um cadastro nacional de especialistas, anunciado na última semana –e que tem gerado polêmica no setor.O texto será analisado por uma comissão formada por membros dos ministérios da Saúde e Educação, deputados da base aliada e representantes das entidades médicas.A medida ocorre após protestos de associações médicas, que ameaçaram recorrer à Justiça contra as medidas anunciadas pelo governo para marcar os dois anos do Mais Médicos.Para as associações,
Página 0 de 332)

Desenvolvido por MakeIT Informática