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Hapvida radicaliza na verticalização

Pouco conhecido no eixo Rio­São Paulo, o Grupo Hapvida vem chamando atenção no mercado de planos de saúde. Desde 2011, a empresa triplicou de tamanho e já é a terceira maior do setor ­ só atrás das gigantes Amil e Bradesco Saúde. E, mesmo neste ano de desemprego elevado, a previsão do Hapvida é que o faturamento cresça 20% e atinja R$ 3 bilhões. Trata­se de um desempenho muito superior ao do setor de convênios médicos, que cresceu 50% entre 2011 e 2014 e se esforça para que a receita neste ano pelo menos empate com a do ano passado.Mas o que faz esse grupo familiar de Fortaleza destoar tanto de seus pares? A resposta é a combinação de um modelo totalmente verticalizado, uso intensivo de tecnologia, atuação em regiões com baixo número de pessoas com convênio médico e gestão espartana dos fundadores ­ a família Pinheiro é avessa a endividamento bancário.A característica que mais se destaca é a verticalização ­ modelo em que empresas de planos de saúde são donas de hospitais, clínicas ou laboratórios para ter controle total de custos. Essa estratégia é adotada também por operadoras como Intermédica, Amil e as Unimed s. Mas no Hapvida, a verticalização vai além do atendimento médico. Todos os demais serviços ­ c

Com 'crise' na saúde, DF investe mais em manter hospitais que em remédio

Mesmo tendo decretado estado de emergência por causa do desabastecimento na rede, o Distrito Federal já empenhou neste ano R$ 92,1 milhões a mais em vigilância, limpeza e alimentação de hospitais e outras unidades da rede pública de saúde do que para compra de medicamentos. Há atualmente estoques zerados de 73 remédios – incluindo antibióticos usados no tratamento contra sífilis, toxoplasmose, tétano, meningite e inflamações no coração.Desde janeiro foram empenhados R$ 246,5 milhões com serviços de manutenção de hospitais e unidades da saúde; para remédios, foram R$ 154,4 milhões (veja tabela). O governo alega que problemas herdados da gestão anterior, dificuldades no trato com fornecedores e orçamento subdimensionado influenciam no quadro.O diretor do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, reconhece estar investindo ""muito caro e muito mal"" em vigilância, limpeza e alimentação. ""Temos uma situação de pagar mais caro para isso por quê? Pelo fato de não ter os contratos regulares. Não tínhamos nem contrato no início do ano, foram feitos alguns contratos emergenciais, e o fato de você não ter contratos regulares, de você não fazer uma licitação regular, você não consegue aumentar a concorrência, reduzindo o preço. Então os contratos de vigilância e limpeza na secretaria são mais caros do que em outros órgãos do próprio governo.""O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN) afirmou que vai solicitar que o secretário de Saúde, João Batista de Sousa, explique a disparidade entre os gastos. O G1 pediu entrevista com o gestor, mas só teve acesso ao diretor do Fundo de Saúde.O parlamentar também disse que fará uma vistoria nas unidades de saúde para mapear os principais problemas. ""Não quero dizer que vigilância e limpeza não sejam importantes, mas foram gastos R$ 100 milhões a mais do que com remédios. Gasta-se mais com limpeza e segurança do que com remédios. Enquanto isso, a gente tem hospital que infelizmente ainda está sem medicamentos e a população está extremamente desassistida.""Dados da Secretaria de Saúde mostram que, entre 1º de janeiro e 10 de julho, o DF recebeu 332 notificações judiciais para fornecimento de remédios – média de 1,7 ação por dia. A pasta afirma estar organizando um mutirão para comprar doses de todos os 850 medicamentos preconizados e sanar a falta de insumos na rede.O advogado Gustavo Pessoa Dantas, de 30 anos, não conseguiu pegar insulina glargina – usada diariamente no controle da diabetes –

Mais Médicos ampliou acesso a medicamento, diz Ministério da Saúde

Levantamento realizado pela primeira vez pelo Ministério da Saúde mostra que o programa Mais Médicos, que completa dois anos em setembro, ampliou o acesso da população a medicamentos. Dados obtidos com exclusividade pelo Valor apontam que as receitas prescritas por médicos do Mais Médicos já representavam, no mês passado, 11% das compras de medicamentos do Farmácia Popular, programa em que o governo dá 90% de desconto ou gratuidade em 113 itens de saúde.A pesquisa, desenvolvida para medir indiretamente o efeito do Mais Médicos sobre a assistência à população, indica que o efeito foi mais expressivo nas regiões mais desassistidas, segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro. ""Como o programa só vende medicamento prescrito pelo médico, é um dado objetivo de ampliação da oferta"", diz o ministro, que destaca que a maioria da população, no entanto, retira seus medicamentos gratuitos nas próprias unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).Entre setembro de 2013 e junho de 2015, dos 24

Importação de remédio à base de Canabidiol fica mais acessível

A importação de medicamentos que não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por pessoa física está mais fácil e barata. A Receita Federal publicou ontem uma norma que isenta de tributos a importação de remédios por meio de encomenda aérea,via remessa expressa.A medida atende a uma reivindicação feita por familiares de pacientes que usam produtos à base de Canabidiol,substância derivada da maconha, para tratamento de crises convulsivas de difícil controle.“Até agora, a compra dos medicamentos era feita pelo correio normal, algo mais demorado e com menos garantias de recebimento”, diz Norberto Fischer, pai de uma das primeiras pacientes a u

Ministério da Fazenda é contra liberação de reajuste para planos individuais

A possibilidade de liberação de reajuste de preços de planos individuais de saúde, condição que as empresas do setor colocam para que possam aumentar a oferta desses produtos no mercado, esbarrou em mais uma pedra: a equipe do Ministério da Faze
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