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Gasto federal com remédios sobe 53%

As despesas do Ministério da Saúde com a compra de medicamentos cresceram 53% entre 2011 e 2014 e já consomem quase 14% do orçamento federal voltado para ações e serviços públicos de saúde. O aumento equivale ao dobro da inflação acumulada no período, que ficou em cerca de 27%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).Dados do ministério mostram que, em 2011, o gasto com a compra de remédios foi de R$ 8,4 bilhões, o equivalente a 11,6% do valor total gasto pelo pasta com ações de saúde naquele ano.Em 2014,as despesas passaram para R$ 12,9 bilhões, que correspondem a 13,9% dos R$ 92,2 bilhões destinados para o custeio de todo o Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão para 2015 é que a compra de remédios consuma R$ 14,3 bilhões do governo federal.De acordo com Jarbas Barbosa,secretário de Ciência,Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, o peso financeiro dos medicamentos para o governo é ainda maior, pois esses números só mostram as despesas federais com produtos co

Só 1/3 dos remédios propostos entram no SUS

Desde 2011,quando o Ministério da Saúde criou uma comissão para definir quais medicamentos e tecnologias seriam incorporados à lista da rede pública, apenas 30%dos pedidos de incorporação apresentados ao órgão foram aprovados. Em pouco mais de quatro anos, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recebeu 419 pedidos de inclusão de novos insumos, dos quais 127 foram aceitos pela pasta.Das demandas restantes, 70 nem sequer foram julgadas porque não preencheram os requisitos básicos para análise, 65 tiveram a incorporação negada e outras 65 ainda estão em análise.De acordo com a Conitec, estão entre os motivos para a recusa de incorporação a insuficiência de evidência de eficácia e superioridade em relação às alternativas terapêuticas disponíveis no SUS, avaliação econômica inadequada e impacto orçamentário muito elevado.Embora apenas um terço das propostas de incorporação tenham sido aceitas, o Ministério da Saúde afirma que o número médio de tecnologias incluídas na lista do SUS por ano é quase três vezes maior após a criação da Conitec. Enquanto de 2011 até 2014, foram incorp

‘Temos de avaliar impacto orçamentário’

Responsável pela área que define que tipos de medicamentos e tecnologias o Sistema Único de Saúde (SUS) deve cobrir, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, admite que, embora o trabalho nessa área seja baseado em evidências científicas, o impacto econômico da incorporação de novas tecnologias também é levado em conta. Em entrevista ao Estado, o gestor defende mais recursos para a saúde e incentivo à produção nacional de insumos.l Quais são os critérios usados pela Conitec na hora de decidir incorporar ou não um medicamento? Primeiro, o produto tem de estar registrado na Anvisa. Tem gente que pede para incorporar medicamento que está em fase experimental em outros países. Na Conitec, a gente discute se deve usar, porque muitas vezes existem três, quatro tipos de medicamentos para a mesma doença, só que o preço de um deles é o triplo do outro. O laboratório pode falar que o dele é melhor, mas a Conitec analisa evidência científica, checa se a informação da indústria é verdadeira ou não. Avalia os estudos apresentados sobre segurança e eficácia, custo-efetividade, que também é um parâmetro internacionalmente usado em que se verifica a vantagem daquele novo medicamento em relação ao que já é usado, quando é o caso. Avalia o impacto orçamentário também porque, assim como em qualquer outro governo, o ministério tem um orçamento definido.Por exemplo, novos medicamentos de hepatite C. O Brasil vai ser um dos primeiros países em desenvolvimento a incorporar esses remédios. Desconheço que haja um medicamento importante na relação da Organização Mundial da Saúde que não foi incorporado, a não ser quando você tem ao lado dele outro que já tem uso no Brasil e que é mais barato. Esses medicamentos de hepatite C vão custar entre R$ 480 milhões a R$ 500 milhões neste ano. O impacto orçamentário importante não foi um impedimento para incorporar, porque é um medicamento que tem uma vantagem tremenda em relação aos anteriores, que aumenta o porcentual de cura para mais de

Johnson & Johnson investe em tecnologia e inaugura no Brasil o seu maior Data Center na América Latina

O Campus São José dos Campos da Johnson & Johnson inaugura o maior e mais moderno Data Center da empresa na América Latina. Como resultado de um grande investimento tecnológico, as três companhias da Johnson e Johnson na América Latina (Consumo, Medical e Janssen) passam a contar com mais segurança, rapidez e sustentabilidade para rodar seus sistemas críticos de Tecnologia da Informação.“Construímos um Data Center moderno em um edifício exclusivo em São José dos Campos, dedicado a prestar com ainda mais excelência os serviços para as demandas das operações da companhia no Brasil e outros países da América Latina”, diz Hélio Takashi, gerente Sênior de Tecnologia de Informação da Johnson & Johnson.Benefícios do novo Data Center Johnson & Johnson:Segurança: A integridade e a confidencialidade dos dados estão garantidas com monitoramento 24 horas, backup, rigoroso controle de acesso e paredes anti-incêndio.Flexibilidade: O prédio possui estrutura modular, permitindo expansões futuras, além de grande capacidade de armazenamento de dados. A tecnologia de virtualização de servidores u

Para onde vai a ANS?

É da maior gravidade a decisão anunciada pelo novo diretor presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos de Souza Abrahão, de fazer o que chama de “integração” do setor de saúde privada – leia-se planos de saúde – com o Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira ação concreta nesse sentido é a utilização da lista de tratamentos e medicamentos do SUS como um dos principais critérios para definir o que os planos devem oferecer a seus usuários. Como isso vai acarretar a exclusão de itens caros das obrigações dos planos, fica evidente a intenção de favorecêlos, sabe-se lá com que propósito, o que é inaceitável.Trata-se de uma inversão de papéis, pois a função da ANS é antes buscar soluções que melhor convenham à outra parte, a dos que pagam pelo serviço da saúde privada.Pela primeira vez a ANS pretende excluir das obrigações dos planos o fornecimento de um medicamento contra câncer com base em decisão da
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