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Saúde pede mais diálogo e integração

Para enfrentar o desafio de garantir acesso de todos os brasileiros a tratamentos inovadores no SUS, sem estourar os gastos previstos no orçamento, o governo federal não terá outra escolha a não ser dialogar com todos os atores envolvidos no processo, como médicos e indústria farmacêutica, e encontrar um caminho socialmente justo e financeiramente viável.A necessidade de coordenação entre diversos setores da saúde foi um dos principais pontos debatidos no Fórum Estadão Saúde, realizado na terça feira, no Hotel Grand Hyatt,em São Paulo, com a presença de representantes do governo, entidades médicas, organizações de pacientes e academia.O evento teve como foco discutir as dificuldades de acesso de pacientes da rede pública a tratamentos e medicamentos de ponta,muitas vezes já cobertos pelos planos de saúde, mas não incorporados à lista do SUS.De acordo com os especialistas, a situação mais grave se dá na área de oncologia. No evento, eles afirmaram que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) deixou de incorporar, nos últimos anos, por causa do custo alto, vários medicamentos quimioterápicos com eficácia comprovada. “As decisões da Conitec hoje não têm tido critérios coerentes nem o respaldodaclassemédica.O resultado disso é uma lista do SUS defasada”, disse Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, ONG que trabalha com pacientes com câncer, e uma das palestrantes do fórum.Secretário de Ciência,Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde,Jarbas Barbosa admitiu que não é fácil a tarefa de avaliar o

Paciente de planos vive mais que o do SUS

Com o atraso na incorporação de drogas inovadoras à lista do SUS, o paciente com câncer tratado na rede privada pode ter a chance de viver de dois a três anos mais do que um doente atendido na rede pública. Essa foi uma estimativa feita pelo oncologista Carlos Barrios, do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, ao comparar resultados de diferentes terapias indicadas para câncer de mama metastático.Em sua apresentação no Fórum Estadão Saúde, o especialista mostrou que enquanto a quimioterapia tradicional oferecida para pacientes da rede pública com esse tipo de tumor dá sobrevida de 20 meses, o tratamento associado a outras drogas mais modernas promove ganho de 56 meses, cerca de dois anos mais. “Não defendo que a Conitec incorpore uma droga de alto cu

Brasil é um dos países que menos investem em saúde pública

Comparado com outros países que têm sistema universal de saúde, o Brasil é a nação que tem o menor porcentual de investimento público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados apresentados pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante o Fórum Estadão Saúde.Os dados mostram que o governo brasileiro investe 4,7% do PIB em saúde, índice muito inferior aos gastos de Canadá, França, Suíça e Reino Unido, onde os porcentuais de investimento variam de 7,6% a 9,0%.O gasto total do País per capita com saúde,contando investimentos públicos e privados, tamb&

Espera por análise regulatória ultrapassa 4 anos

No longo processo de estudo, registro e oferta de um novo medicamento, o paciente brasileiro pode esperar até quatro vezes mais tempo do que cidadãos de outros países para ter acesso ao produto. Dados do governo e de associações do setor mostram que os demorados processos de análise dos órgãos regulatórios brasileiros consomem até quatro anos e nove meses, enquanto em outras nações, o prazo pode ser de apenas um ano.Estão somados nesse prazo os três principais processos necessários para que um medicamento chegue ao paciente da rede pública. O primeiro é a autorização governamental para a realização de pesquisas clínicas que vão comprovar a eficácia do medicamento.O projeto de pesquisa precisa receber dois avais: o ético, dado pelos comitês de ética em pesquisa (CEPs) e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), e o da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que julga os aspectos de eficácia e segurança do medicamento estudado.Enquanto no resto do mundo a licença para a realização dos testes não demora mais do que seis meses, no Brasil, ela com frequência ultrapassa um ano. “O principal problema é a necessidade de dupla avaliação do aspecto ético, pelo CEP e pela Conep, que muitas vezes têm questionamentos diferentes.Essa análise deveri

Cresce número de recusas de registro pela Anvisa

“Para fazer esta avaliação há uma série de desdobramentos técnicos que passam pela pesquisa pré-clínica,pesquisa clínica, processo de síntese do produto,linha de fabricação,certificações do fabricante, entre outros”, disse a agência, em nota.Em
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