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USP cria exercícios para reduzir o volume do ronco

Pesquisadores do Laboratório do Sono do Incor (Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP) desenvolveram uma técnica de tratamento do ronco que pode até torná-lo quase imperceptível.A técnica consiste em exercícios que já eram usados por fonoaudiólogos no tratamento de pacientes com os músculos de cabeça, do pescoço e da língua comprometidos –por causa de uma cirurgia, por exemplo.São seis exercícios que fortalecem os músculos envolvidos no aparecimento do ronco e da apneia do sono. Basicamente eles envolvem movimentos da língua –como empurrá-la contra o céu da boca e deslizá-la para trás"""", do céu da boca e dos músculos da bochecha.Um dos exercícios é feito durante a alimentação: ao deglutir o paciente apoia a língua no palato (céu da boca).Os pesquisadores do Incor decidiram testar os exercícios em pacientes cuja queixa principal era o ronco.Foram 39 pacientes, com apneia leve ou moderada ou apenas co

Acompanhante cobra R$ 50 por consulta

Há seis anos, Hsu Hui Min, 60, trabalhava como dentista em São Paulo. Mas decidiu mudar de atividade quando uma amiga chinesa indagou se ela conhecia alguém que poderia atuar como tradutora em uma consulta médica.Hoje, ela, que é conhecida entre brasileiros como Noemi, cobra R$ 50 sempre que alguma cliente sua chinesa precisa ir ao médico.""Elas não sabem nada de nada aqui do Brasil, nem aonde ir nem como andar de metrô. Eu ajudo, busco em casa e faço a tradução"", diz ela, com sotaque carregado, mesmo depois de décadas morando por aqui.Na última semana, Hsu acompanhava as gestantes Shuixia Wang, 29, e Yanju Han, 30, em consultas de pré-natal, na UBS da S&

Médicos cubanos em fuga

Trabalhar na Venezuela, país onde eles tinham de ficar horas na fila para comprar comida, qualquer gesto, por menor que fosse, era bem-vindo. Por isso, Félix Pérez, sua filha e dois colegas - trabalhadores da saúde cubanos - agarraram imediatamente a oportunidade quando foram convidados para almoçar na casa de um vizinho.Mas, mais tarde, seus supervisores os acusaram de compartilhar uma refeição com um membro da oposição venezuelana. “Levaram nossos celulares e nossos passaportes. Praticamente tiraram tudo para que não pudéssemos nos comunicar”, conta Pérez, um especialistas em reabilitação de 50 anos. “Sabíamos que encerrariam nossa missão e nos mandariam de volta a Cuba, então decidimos fugir para a Colômbia.”Nesta florescente capital, eles aguardavam uma passagem rápida e segura para os Estados Unidos graças ao Programa de Liberdade Condicional para Profissionais Médicos cubanos, de 2006, criado especialmente para os trabalhadores da saúde da ilha. Mas, seis meses mais tarde, Pérez e seus colegas ainda aguardam uma resposta da embaixada americana. Seu dinheiro acabou e eles passam os dias jogando baralho numa casa abarrotada de gente, outros cubanos também presos no limbo.

Gestantes chinesas fazem SUS 'falar' mandarim em SP

""H? shui! H? shui!"", repete a enfermeira Patrícia Pinheiro às gestantes que passam pelo pré-natal na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Sé, nos arredores da avenida do Estado, no centro de SP.A recomendação para que as grávidas bebam água é feita assim mesmo, em mandarim, a um contingente cada vez maior de chinesas que chegam ao local.Segundo dois médicos, duas enfermeiras e uma tradutora ouvidos pela Folha, as imigrantes relatam a expectativa de, com um filho brasileiro, garantirem a permanência no país –a lei veta a expulsão de pais de crianças nascidas em território nacional.""Assim como muitos brasileiros buscam ter filhos em outros países, o mesmo ocorre com estrangeiros aqui. É comum"", diz Clóvis Silveira Júnior, médico e coordenador das unidades

Costumes da política do filho único desafiam equipes de saúde

Quando chegou a sua consulta pré-natal, na UBS da Sé, Yajun Han carregava consigo uma garrafa térmica com água quente. Baseada em interpretações da medicina tradicional chinesa, Yajun diz que o líquido quente serve para manter os órgãos saudáveis, o que ajudaria no desenvolvimento bebê.""As chinesas atendidas aqui não têm o costume de beber água. E, quando bebem, é água quente. Demorou até que a gente entendesse o motivo. No Brasil, a gente sempre recomenda água fresca para as pessoas"", diz a enfermeira Patrícia Pinheiro, que trabalha na unidade.Além da barreira da língua, profissionais de saúde ouvidos pela Folha relatam que há outros abismos culturais entre o Brasil e a China nos cuidados durante a gravidez.Segundo o ginecologista e obstetra Hsu Chih Chin, 55, muitas chinesas chegam a seu consultório, na Vila Olímpia (zona oeste de SP), acreditando que não se pode en
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