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Prefeitura e fundo da Caixa fomentam projetos de saúde

Em parceria com o fundo socioambiental da Caixa Econômica Federal, a secretaria municipal de Inovação e Tecnologia, da prefeitura de São Paulo, vai oferecer até R$ 4 milhões para uma empresa sem fins lucrativos incubar 40 projetos voltados para saúde.O edital para a escolha da empresa estará aberto até o dia 1° de fevereiro. As companhias interessadas devem ser sediadas na cidade de São Paulo e ter experiência em incubação ou fomento de projetos de inovação.O coordenador de plataforma de inovação da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, Vitor Fazio, explica que além de oferecer infraestrutura, a companhia parceira deve desenvolver metodologias de incubação e aceleração, como mentorias e desafios. Para ele, é fundamental que a empresa consiga aprimorar o projeto da maneira mais rápida possível.Desse modo, proposta

Bebês sob medida

Imagine inovações tecnológicas que nos permitam gerar filhos livres de doenças genéticas — ou, pelo menos, com um risco bastante reduzido de tê-las. Imagine, ainda, que possamos nos assegurar de que as crianças do futuro sejam significativamente mais inteligentes, saudáveis e, no geral, mais capazes que as do passado. Deveríamos dar boas-vindas a esse futuro! No entanto, muitos veem com alarme a perspectiva de designer babies, ou bebês geneticamente modificados. Um artigo recente, publicado na prestigiosa MIT Technology Review, mostra algumas das razões para esse alarme — e por que tais reações negativas são problemáticas. Há uma forte tendência de julgar inovações tecnológicas de alto padrão, ao mesmo tempo que se relevam sérios problemas no statu quo.A autora do artigo, a jornalista científica Laura Hercher, não condena o uso de triagem genética para assegurar que bebês estejam livres de doenças. Sua preocupação é que isso criará desigualdades perigosas, porque nem todo mundo terá acesso às novas tecnologias, principalmente no começo. Segundo Hercher, alguns serão incapazes de se beneficiar delas, porque lhes faltam recursos ou instalações disponíveis em sua região geográfica. Outros se recusarão a utilizá-la porque a “tecnologia reprodutiva é menos aceita em grupos raciais, étnicos e religiosos nos quais ser visto como infértil carrega um estigma”. A menos que essas desigualdades sejam eliminadas, ela argumenta, bebês geneticamente modificados criarão disparidades perigosas.“Nosso desconforto acerca de designer babies sempre teve a ver com o fato de que tal tecnologia torna tudo mais desigual — pega iniquidades existentes e as transforma em algo inato. Se não abordarmos essas diferenças, arriscamos criar uma sociedade na qual alguns grupos, por causa de sua cultura, geografia ou pobreza, carregam um fardo maior de doença genética. O que poderia ocasionar uma mudança mais profunda numa sociedade do que tomar doenças genéticas — algo que sempre foi a epítome de nossa humanidade compartilhada — e transformá- las em algo que só acontece com algumas pessoas?”, pontua Hercher em seu artigo.O problema com essa crítica aos bebês geneticamente modificados é que ela ignora problemas muito mais graves no statu quo. Já vivemos numa sociedade em que doenças genéticas só “acontecem com algumas pessoas”. Acontecem apenas com os azarados o suficiente para nascerem com os genes errados. Não há dúvidas de que aqueles nessa categoria — e suas famílias — “carregam um fardo maior de doença genética”. Quando eu estava no ensino médio, havia um garoto em minha rua que tinha síndrome de Down. É bem óbvio que o fardo da doença genéti

Uma Amil do interior

Maior grupo de saúde do Brasil, a Amil se consolidou na última década apostando num modelo de controle de custos e, por consequência, maior rentabilidade. Tanto na época em que era administrada pelo fundador, Edson de Godoy Bueno (1943-2017), quanto depois de ser comprada pela gigante americana UnitedHealth, em 2012, a companhia combinou venda de planos de saúde com a administração de hospitais e clínicas próprias. Ao direcionar parte das consultas e procedimentos dos beneficiários para a sua rede de atendimento, ela evita gastos desnecessários e cobranças consideradas abusivas por parte de hospitais independentes. Esse modelo, hoje seguido por praticamente todo o setor, é uma volta às origens. A Amil, assim como os planos Hapvida e a NotreDame Intermédica, por exemplo, foram criados por donos de hospitais.Essa trajetória é agora percorrida pelo grupo São Francisco. A história começou com o hospital de mesmo nome, fundado em 1945, em Ribeirão Preto (SP), interior de São Paulo. Mas, na última década, o grupo passou a vender planos de saúde com atendimento em rede credenciada, além de hospitais próprios. Hoje, o São Francisco já é a 10a maior empresa do setor em número de beneficiários - considerando não apenas as chamadas empresas de medicina de grupo, mas também seguradoras, como a Bradesco Saúde, e cooperativas médicas, as Unimeds.No entanto, diferente dos planos rivais, o foco do São Francisco não está nas grandes capitais, mas sim numa faixa que se estende do interior de São Paulo, passando por Minas Gerais, e chegando ao Ce

A importância dos planos de saúde

Nem sempre o cidadão comum consegue ver com clareza o tamanho dos planos de saúde privados e sua importância para a saúde nacional. O que ele quer é ser bem atendido, como contrapartida pelo preço que ele paga e que – é verdade – não é barato.O problema é que não tem como ser barato. Saúde custa caro no mundo todo. O Brasil não é exceção à regra, pelo contrário, em função de tipicidades do País, os planos de saúde privados sofrem o impacto de variáveis importantes, que impactam seus custos e, consequentemente, seu preço.O grande problema dos planos privados é que eles deixaram de ser planos suplementares, conforme previsto na Constituição Federal, para se tornarem, praticamente, planos universais, substituindo o SUS como provedor amplo de saúde para seus segurados, independentemente do que está ou não está previsto ou coberto pelo contrato.Ao contrário do que se imagina, a judicialização dos planos de saúde é proporcionalmente baixa. Para um universo de perto de 50 milhões de segurados, com mais de um bilhão de procedime

Planos de saúde foram o vilão da inflação em 2018

Os reajustes nos planos de saúde puxaram a inflação em 2018. O avanço médio para o consumidor foi de 11,17%, segundo os dados do Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O plano de saúde subiu por conta dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)”, explicou Fernando Gonçalv
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