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Telemedicina: uma área cinza

A Telemedicina é a evolução natural do cuidado de saúde no mundo digital. Essa é definição dada pela Associação Americana de Telemedicina. Para especialistas da área, nada mais é do que a prática da medicina à distância, de um modo mais acessível, custo-efetivo e que, de certa forma, aumente a experiência e o engajamento do paciente. Para deixar claro: não será uma substituta da medicina tradicional, mas uma forma adicional de entregar cuidado de acordo com as preferências/condições do paciente.Atividades que, antigamente, só eram possíveis de modo presencial, como transações bancárias, compras ou estudo, agora podem ser feitas por aplicativos, por aqueles que desejam. Por que não estender essa opção para a saúde? O debate pode parecer novo, mas existe desde 1880, quando o Lancet publicou um artigo sobre o uso do telefone para reduzir as visitas desnecessárias ao médico. Especula-se que o estudo foi motivado por consultas e pedidos de medicamento por telégrafo durante a Guerra Civil Americana (1861-1865).Avançando um pouco? para o século XX, na década de 50, quando a TV em preto e branco era novidade e smartphones nem pensavam em existir, os Estados Unidos realizaram a primeira consulta a distância, em um circuito fechado dentro de um hospital.Frequentemente chamada de “Telehealth” ou de “Connected Health”, a telemedicina ainda tem o seu escopo em definição pelos especialistas. De modo geral usa-se telemedicina para o exercício do cuidado/serviços assistenciais remotos para pacientes, como transmissões digitais de imagens ou consultas. A “Telehealth” é
O que falta para a Telemedicina se tornar Medicina? ABIMED

O que falta para a Telemedicina se tornar Medicina?

O uso das novas tecnologias no relacionamento entre médico e paciente ainda provoca muita discussão no setor de saúde no Brasil. Recentemente, o anúncio do serviço de consultas médicas online por parte da seguradora Amil, em parceria com o Hospital Albert Einstein, por meio de aplicativo, virou alvo de sindicância para apuração de irregularidades pelo Cremesp – Conselho Regional de Medicina de São Paulo.O novo serviço oferecido pela operadora prevê o atendimento virtual por videoconferência para cerca de 180 mil beneficiários. Também foi divulgado que 15 médicos do Einstein estariam responsáveis pelo serviço, no sistema 24 horas por dia. De acordo com nota do Cremesp, o Código de Ética Médica veta o atendimento à distância, autorizando-o apenas em casos de urgência ou emergência e na impossibilidade comprovada de realizá-lo presencialmente.Em alguns países, como os EUA, essa modalidade de atendimento já existe e é oferecido inclusive por uma famosa rede de farmácias, através de um app. Algumas operadoras começaram usar Telemedicina nos seus serviços. Por exemplo, a famosa americana Kaiser oferece a seus pacientes consultas médicas de 10 a 15 minutos através do telefone, como também, um site seguro onde os pacientes podem trocar mensagens com os médicos.Essa polêmica surge no momento em que se discute a regulamentação da Telemedicina no país pelo Conselho Federal de Medicina. O tema do atendimento não presencial, feito por meio de uso da tecnologia, ainda está sob discussão, após a revogação da Resolução CFM nº 2.227/2018, solicitada pelo Cremesp e demais Conselhos Regionais, preocupados com alguns aspectos do texto publicado. Até a elaboração e aprovação do novo texto, a prática da telemedicina no Brasil está subordinada aos termos da Resolução CFM nº 1.643/2002, atualmente em vigor, a qual exige que haja um médico em cada ponta da comunicação.São vários
Tecnologia na saúde facilita diagnósticos e tratamentos ABIMED

Tecnologia na saúde facilita diagnósticos e tratamentos

A tecnologia é uma importante aliada para o desenvolvimento de vários setores. E, na área da saúde, isso não é diferente. Cada vez mais, a medicina aposta em recursos tecnológicos para melhorar a experiência e o tratamento do paciente, defende Carlos Alberto Pereira Goulart, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia e Produtos para Saúde (Abimed). “Além dos benefícios para o paciente, essa evolução também é positiva para o aumento das eficiências clínica, financeira e operacional do setor. Isso porque o uso dessas ferramentas ajuda na tomada de decisões mais assertivas, contribuindo, consequentemente, para uma maior sustentabilidade do segmento”, diz o executivo. Nesse contexto, ele destaca o uso de softwares que armazenam informações sobre o comportamento e os dados do histórico dos pacientes, possibilitando um maior conhecimento sobre o perfil deles. “Essas informações são muito úteis, pois ajudam as equipes de saúde a decisões mais individualizadas e precisas”, complementa Carlos. É importante ressaltar que, a partir de agosto de 2020, haverá a exigência plena das diretrizes fixadas pela Lei Geral de Proteção de Dados. Então,

Johnson & Johnson anuncia nova PPP para estudo da vacina preventiva do HIV

A Johnson & Johnson anunciou hoje que a Janssen Vaccines & Prevention B.V., parte das empresas farmacêuticas Janssen, está preparando o lançamento do estudo MOSAICO, primeiro de Fase 3 em grande escala da vacina contra o HIV-1. A investigação ocorre em parceria com diversas instituições de saúde ao redor do mundo. A vacina pesquisada pela Janssen tem uma abordagem global e está sendo desenvolvida com o objetivo de prevenir o contágio a partir de uma ampla variedade de cepas virais responsáveis pelas infecções por HIV.“Nossa ambição na Johnson & Johnson é desenvolver uma vacina preventiva que possa ser utilizada de forma eficaz em qualquer lugar do mundo, para fortalecer o combate à epidemia de HIV e, enfim, derrotá-lo”, esclarece Dr. Paul Stoffels, Vice-Presidente do Comitê Executivo e Diretor Científico da Johnson & Johnson. “Nenhuma organização pode enfrentar este desafio histórico isoladamente. Ao trabalhar com parceiros globais e alavancar tecnologias de ponta, estamos otimistas de que possamos chegar a uma vacina para HIV ainda em nossa época”.Os planos de parceria público-privada para o estudo MOSAICO serão descritos mais detalhadamente na 10a Conferência da International AIDS Society sobre a Ciência do HIV (IAS 2019) na Cidade do México. Na ocasião também serão apresentados dados mais recentes referentes à vacina cuja avaliação será aprofundada nesta nova fase de estudos.O estudo MOSAICO (HPX3002/HVTN 706) será conduzido em aproximadamente 55 centros clínicos em oito países, inclusive no Brasil, entre América do Norte, Sul e Europa, contando com a participação tota
8º Fórum Lide da Saúde e Bem-Estar aborda avanços da medicina e da longevidade ABIMED

8º Fórum Lide da Saúde e Bem-Estar aborda avanços da medicina e da longevidade

A oitava edição do Fórum da Saúde e Bem-Estar debateu os avanços da medicina, estilo de vida, longevidade, reforço na atenção primária, doenças raras e tendências do setor com autoridades públicas, especialistas e dirigentes de empresas. Realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), o evento aconteceu no hotel Grand Hyatt, em São Paulo (SP).O secretário de saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann, destacou durante a abertura do evento que o financiamento do SUS responde atualmente por 16% do orçamento do Ministério da Saúde. “Mas essa participação deve aumentar para 21%”, disse em referência ao recente anúncio da pasta comandada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta.Assuntos abordados nos painéis do FórumNo primeiro painel, com o tema “Criatividade em Saúde: busca por novos modelos – avanços da Medicina”, a bióloga molecular, geneticista e professora titular de Genética do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz, fez uma análise de como a genética pode auxiliar tratamentos mais sustentáveis e efetivos e citou como exemplo a edição de genes. “É possível modificar genes e já existem ensaios nessa área, mas temos questões éticas envolvidas, ainda não estamos prontos, pois ao editarmos um embrião transmitiremos as novas características para as gerações seguintes”, explicou.Na sequência, o chefe da oncologia dos hospitais Samaritano e Paulistano, Raphael Brandão, comentou como o tratamento do câncer tem se transformado. “O cân
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