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COVID-19: Entidades do setor de Saúde pedem medidas urgentes ao STF contra abusos de autoridade

Requisições administrativas do governo nas esferas federal, estadual e municipal gerarão falta de materiais de proteção para profissionais de saúde e atendimento a pacientesDiante das dificuldades de suprir adequadamente o sistema de saúde na pandemia do Covid-19, a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) promoveu uma videoconferência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli.O objetivo foi solicitar uma intervenção imediata do STF para evitar os abusos de autoridade na requisição de materiais essenciais para a assistência à saúde, para evitar que por falta de equipamentos de proteção individual profissionais sejam contaminados e afastados do trabalho e o atendimento a pacientes seja
Corrida global por insumos faz SUS perder contratos ABIMED

Corrida global por insumos faz SUS perder contratos

A ofensiva de potências econômicas, como os Estados Unidos, no mercado de insumos para saúde tem afetado encomendas já feitas por gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e até desestimulado novas compras. O governo do Maranhão desistiu, por ora, de buscar produtos na China, principal produtor do setor. O Estado teve um contrato rompido para compra de 107 respiradores e avalia que é mais seguro apostar na produção nacional.“Arriscar comprar agora é correr o risco de não ter o produto ou apenas tê-lo quando tudo isso tiver passado. Não adianta. E ainda corremos o risco de responder judicialmente por tais atos”, disse o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula.Uma compra do governo da Bahia de 600 respiradores chineses, que seria distribuída a Estados do Nordeste, também foi cancelada. O contrato era de R$ 42 milhões. “Infelizmente estamo
‘Guerra’ entre países por respiradores mecânicos prejudica combate ao coronavírus no Brasil ABIMED

‘Guerra’ entre países por respiradores mecânicos prejudica combate ao coronavírus no Brasil

‘Guerra’ entre países por respiradores mecânicos prejudica combate ao coronavírus no Brasil05/04/20G1 Bem EstarDiante da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), o Brasil enfrenta grande dificuldade para aumentar o número de ventiladores mecânicos, equipamentos essenciais para tratar os casos mais severos da doença Covid-19. Esse entrave tem três causas principais:a concorrência com países ricos, que aceitam pagar mais caro pelos equipamentos;a baixa capacidade de produção das empresas nacionais, frente à alta demanda;e a complexidade da fabricação dos aparelhos.Indústrias nacionais e estrangeiras alegam que o número de encomendas de respiradores mecânicos disparou desde o início da pandemia. O mundo inteiro quer comprá-los. O motivo é óbvio: o aparelho é decisivo para garantir a sobrevivência de pacientes com falta de ar intensa (entenda mais abaixo).Segundo o Ministério da Saúde, há 65.411 ventiladores mecânicos no Brasil, sendo que 46.663 estão no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, 3.639 encontram-se em manutenção ou ainda não foram instalados.Não é viável prever, com exatidão, de quantos aparelhos o país necessitará nas próximas semanas – isso dependerá do número de contaminações.Mas a distribuição dos respiradores é desigual: em 33% dos municípios, há no máximo dez respiradores disponíveis. Se o ritmo de infecções seguir a tendência de países como a Itália, não haverá aparelho suficiente para todos os doentes graves.A seguir, entenda quais são três principais obstáculos para aumentar o número de ventiladores mecânicos no Brasil:1 – Uma 'guerra' entre os paísesO Ministério da Saúde espera adquirir 17 mil respiradores para o Brasil. Mas a pasta enfatiza que o principal problema para comprar os aparelhos é a chamada "lógica de mercado" – a concorrência com países mais ricos dificulta a negociação.Em coletiva de imprensa, o ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou, nesta quarta-feira (1º), que não é possível assegurar sequer a entrega de 8 mil ventiladores que já foram comprados. De acordo com ele, mesmo após a assinatura do contrato, existe o risco de a fábrica receber uma oferta melhor e desistir de vender para o Brasil.Ao G1, o ministério explicou o que pode ocorrer:O Brasil procura uma fábrica internacional e oferece, em média, US$ 15 mil por respirador. Se o fornecedor aceitar a oferta, o contrato é assinado.Na negociação, é estipulada uma multa a ser paga pela empresa, caso ela não forneça os aparelhos dentro de determinado prazo.Antes da entrega dos respiradores, outro país cobre a oferta: oferece mais de que os US$ 15 mil e ainda aceita pagar a multa.O resultado é que, mesmo após a assinatura do contrato, o Brasil não receb

Comprar da China agora requer agilidade

Se o Brasil quiser comprar produtos de saúde na China, precisa ser ágil, pagar à vista e transportar rapidamente o material de avião. Do contrário, outro país passará na frente, em meio ao desespero global por equipamentos de proteção da saúde.É o que dizem fontes que acompanham movimentação brasileira tentando comprar na China de máscaras, luvas, respiradores, kit de testes e equipamentos de proteção (roupas, óculos), mas de forma até agora bem pouco organizada.Não é só o Ministério da Saúde que quer comprar. Várias empresas brasileiras e também Estados têm tomado iniciativa. Está tudo em andamento e poucos negócios foram realmente fechados com os brasileiros, segundo essas fontes.“É preciso pagar na hora, pega e leva. Do contrário, o país vai ficar recebendo na base do pinga-pinga, com preço e qualidade mudando o tempo todo”, diz um especialista.Alguns comerciantes brasileiros até conseguiram comprar produtos médicos na China, mas não estão em condições de env
ABIMED participa de reunião do STF sobre os desafios durante a pandemia ABIMED

ABIMED participa de reunião do STF sobre os desafios durante a pandemia

Na última quinta-feira (2), Walban Damasceno, presidente do Conselho de Administração da ABIMED, participou de videoconferência com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sobre “A Justiça e o setor de saúde: desafios para o enfrentamento do coronavírus”.Na ocasi
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