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Icesp usará novo equipamento para diagnosticar câncer

Uma nova máquina que combina os exames de ressonância magnética e PET-scan para diagnosticar câncer acaba de ser comprada pela Faculdade de Medicina da USP e deverá ser usada principalmente para beneficiar os pacientes do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

Esse será o primeiro equipamento do tipo na América Latina. ""Trata-se de tecnologia inovadora que vai nos permitir conhecer melhor a disseminação do câncer, especialmente no cérebro e no fígado, órgãos frequentemente acometidos por metástase"", afirma Giovanni Cerri, professor titular de radiologia da USP e ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Segundo ele, a máquina chegará entre outubro e novembro e será instalada até o fim do ano no centro de medicina nuclear do Hospital das Clínicas. A aquisição custou US$ 3,2 milhões (R$ 11,4 milhões), verba da Fundação da Faculdade de Medicina da USP. A instalação custará mais R$ 1 milhão.

A máquina é um avanço nos métodos híbridos de diagnóstico por imagem.

O primeiro deles, afirma Cerri, foi o PET-CT, combinação do PET-scan (que identifica a presença de elementos químicos que emitem radiação no organismo e é bastante usado para diagnóstico e monitoramento de câncer) com a tomografia computadorizada (método que usa raio-X e define estruturas anatômicas).

PREMIAÇÃO

O Icesp recebeu nesta quarta (5) a cerimônia de entrega do 6º Prêmio Octavio Frias de Oliveira. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007. Seus filhos Otavio Frias Filho, diretor de Redação, e Maria Cristina Frias, colunista, representaram o jornal no evento.

Durante o evento, Frias de Oliveira foi homenageado. ""Foi uma grande pessoa no Estado de São Paulo, como empresário e jornalista, e sempre lutou pela democracia no país"", afirmou em discurso o reitor da USP Marco Antonio Zago, laureado na categoria Personalidade em Destaque.

Na categoria pesquisa em oncologia, venceu estudo liderado por pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center que identificou mutações ligadas ao desenvolvimento do tumor de Wilms, o câncer renal mais frequente em crianças.

Dirce Maria Carraro, coordenadora do estudo, dedicou o prêmio aos jovens pesquisadores de sua equipe. ""Essa é uma área estimulante, mas em alguns aspectos muito difícil. É preciso estimular os jovens cientistas também com recursos financeiros.""

Uma pesquisa que construiu, por engenharia genética, um fragmento de anticorpo (Fabc4) capaz de diagnosticar o câncer de mama foi a premiada na categoria Inovação Tecnológica. O estudo foi coordenado por Thaise Gonçalves de Araújo, da Universidade Federal de Uberlândia.


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