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Ética e competitividade entre empresas

A competitividade é um elemento fundamental para a sobrevivência das empresas no mundo corporativo. Hoje, esse aspecto está fortemente vinculado às práticas éticas, que partem do pressuposto de não prejudicar o concorrente, respeitando os valores estabelecidos em sociedade e que permeiam as organizações. 


Ser competitivo hoje não é mais uma questão de "vencer" seu concorrente na disputa por clientes ou por espaço de mercado, mas sim atuar de acordo com regras tácitas e explícitas do que é certo e errado. A credibilidade e a imagem da empresa são fortalecidas quando existe ética em sua atuação. Um negócio que tem padrões éticos bem estabelecidos – e que são seguidos – inspira também seus funcionários nas mesmas práticas, gerando engajamento e desenvolvimento.


A ética impede a destruição mútua entre as corporações e quando ela é integrada ao ambiente de negócios de modo orgânico torna-se uma vantagem competitiva. Agir com ética para com clientes, fornecedores, sócios, funcionários e com a sociedade em geral permite construir relações perenes e conquistar bons negócios a longo prazo. Trata-se de criar um ambiente justo, transparente e regulado com as melhores práticas comerciais. Empresas não éticas, por outro lado, podem ter um grande sucesso durante um certo tempo, mas perdem a longo prazo sua capacidade de gerir a atividade. 


Uma empresa com comportamento ético deve fazer mais do que cumprir as leis que regulamentam o setor em que atua. Transparência, integridade e responsabilidade nos negócios fazem parte de um comportamento ético corporativo. Justiça e igualdade tanto nas relações internas como externas também são exemplos, que se evidenciam nas práticas de contratação, nas iniciativas de marketing e em parcerias comerciais. A ética nos negócios evoluiu com o tempo e hoje agrega questões como responsabilidade social institucional (consciência do impacto das decisões da empresa na sociedade), criação de valor compartilhado (que vai além do ramo de atividade, com potencial de promover mudança social), princípios ambientais (ações corporativas em benefício da sustentabilidade ambiental), dentre outras.


A ABIMED, a fim de estabelecer um conjunto mínimo de padrões de conduta para orientar as atividades das Empresas Associadas, criou o Código de Conduta – atualmente na 6ª edição – para ser seguido rigorosamente pelos membros, que se comprometem em cumprir seus dispositivos e a disseminar os conceitos de boas práticas no setor. O Código foi elaborado pela Comissão da Ética da Associação para contribuir na redução de conflitos de interesse e riscos de conformidade e para a promoção de um ambiente de negócios justo que garanta a concorrência do setor de maneira cada vez mais sustentável economicamente, isenta de práticas concorrenciais ilegítimas e acordos anticompetitivos. 


O Código contribui para harmonizar as relações das associadas entre si e com entes públicos – licitações, contratos ou outros acordos. Prevê ainda a interação dessas associadas com profissionais e organizações de saúde, além do apoio à educação, apoio à pesquisa independente e doações de modo que sejam realizadas sem obtenção de vantagens indevidas. Trata-se, enfim, de um código de ética dos mais avançados dentre as associações empresariais, que certamente proporciona o progresso do setor para um futuro cada vez mais ético com benefícios para pacientes, profissionais, para o sistema de atendimento e cuidados em saúde e o aprimoramento dos produtos de tecnologia avançada do setor.     



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