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Antônio Nasser é o novo presidente Conselho de Administração da ABIMED

O próximo ano será desafiador para o setor de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. E os avanços tecnológicos continuarão sendo o diferencial do processo de modernização da ABIMED iniciado no último biênio 2020/2021. Essa é a avaliação de Antônio Nasser, que foi eleito, no final do ano passado, presidente do Conselho de Administração da ABIMED para o biênio 2022/2023.


Nasser tem mais de 25 anos de atuação no mercado farmacêutico. Após passagens por diversas empresas do setor médico-hospitalar, desde 2018 ele é presidente da Baxter Brasil, empresa multinacional americana de saúde com portfólio de equipamentos médicos e produtos farmacêuticos que proporcionam cuidados a pacientes em todo o mundo. Formado em administração de empresas, possui mestrado profissional e MBA em Marketing e Negócios Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP).


Para compreender um pouco mais dos desafios da ABIMED para o próximo biênio, confira a seguir a entrevista com Antônio Nasser.


O que esperar do biênio 2022/2023 depois de o País passar por dois anos conturbados devido à pandemia e suas consequências? 


Eu entrei para o Conselho da ABIMED no biênio 2020/2021. Este período foi muito transformador para a associação, que apresentou várias conquistas para o nosso setor e associados. Desta forma, o biênio 2022/2023 deverá ser de continuidade, uma vez que boa parte dos membros do Conselho do biênio anterior continuarão neste mandato que se inicia.


Atender ao que o mercado espera do setor e, em especial, tornar relevante a atuação dos mais de 200 associados é uma ação constante da ABIMED. Como evoluir em meio aos próximos desafios?


A ABIMED possui os cinco eixos estratégicos e nós trabalhamos em iniciativas e ações aderentes a esses eixos. No final de 2021 fizemos um exercício de revisão estratégica. Todos os associados foram convidados a participar deste exercício on-line, ranqueando as iniciativas estratégicas e ações da ABIMED. Com isso pudemos identificar se as iniciativas e temas mais relevantes que foram listados faziam parte do que a ABIMED tinha como prioridade para o ano. Assim, pudemos confirmar e adequar nossas ações e iniciativas. Não deve haver muita ruptura e sim continuidade nesse processo de modernização da ABIMED, com o objetivo de bem servir os associados e defender os interesses de nosso setor de atuação.


Com a recente instabilidade na economia e na política, o que esperar para 2022 no contexto do setor representado pela ABIMED?


A ABIMED representa um setor que está sujeito às instabilidades políticas e econômicas do País, como qualquer outro. E os desdobramentos destas instabilidades podem se refletir em desafios importantes, como aumento de carga tributária, aumento de custos do setor e acesso a novas tecnologias. Temos um corpo executivo que trabalha em parceria com órgãos do governo e também organizações privadas, visando fomentar a inclusão de novas tecnologias. Acredito que 2022 será um ano desafiador, por conta do aumento de custos. Mas a ABIMED atua justamente para tornar o caminho do associado mais fácil. Por exemplo, trabalhando nas questões de regulamentações governamentais, no que tange aos custos do setor e ao acesso de novas tecnologias para a saúde. 


A tecnologia está diretamente relacionada ao avanço dos equipamentos e à prestação de serviços médico-hospitalares. Como a ABIMED pode contribuir nesse aspecto?


Depende do tipo de tecnologia e do produto ou serviço que o associado vai trazer. A ABIMED, como associação, vai advogar pelo acesso a essa tecnologia, desde que realmente seja relevante para o setor e possa contribuir com os consumidores finais, prestadores de serviços de saúde e pacientes. E claro, deve haver a sustentabilidade do setor, ou seja, tecnologias que promovam maiores benefícios com menores custos para o sistema de saúde devem ser priorizadas.


Como a ABIMED deve atuar no próximo biênio em relação à preocupação sobre aumento de custos para o setor?


O aumento de custos é uma preocupação e uma realidade global, e possivelmente um dos efeitos colaterais da pandemia. O Conselho de Administração deverá se posicionar para demonstrar que os benefícios à comunidade, apresentados pelo nosso setor, são relevantes e devem ser priorizados, ainda que em detrimento a outros setores da economia.


O senhor pode destacar algumas iniciativas que terão destaque no próximo biênio? 


Planejamos importantes projetos na área de avaliação e inclusão de novas tecnologias. Pretendemos conduzir dois importantes estudos, um sobre o impacto da tecnologia no custo da saúde e outro relacionado à avaliação de novas tecnologias. Em conjunto com nossas ações frente a reforma tributária, essas iniciativas são as principais relacionadas a dois eixos estratégicos: Tecnologia e Inovação, Sustentabilidade do Sistema e Ambiente dos Negócios. Para o eixo de Ética e Compliance, a principal iniciativa é a revisão de nosso programa de compliance, com uma diretiva mais robusta, inclusive na estrutura – teremos um Comitê de Ética totalmente independente, formado por profissionais que não atuam em nossas associadas, o que é uma novidade para o setor.


Quais as principais pautas que o Conselho da ABIMED deve propor em relação à sustentabilidade do setor para o futuro próximo?  


Os elos da cadeia do setor de saúde não podem ser rompidos. Assim, a ABIMED deve defender o interesse de seus associados, porém sempre buscando alternativas que tomem em conta os demais setores adjacentes. É o caso do acesso a novas tecnologias, que proporciona melhores resultados para os prestadores de serviço de saúde, com menor custo para a cadeia da saúde como um todo. Somado a isso, é imperativo que a ABIMED seja protagonista nas relações sinérgicas com governo e órgãos reguladores, apontando os impactos e propondo alternativas, como, por exemplo, no tema da reforma tributária. O aumento na carga de impostos em nosso setor pode ser um fator de desequilíbrio importante nas relações com os demais atores do entorno de negócios. Desta forma, as áreas regulatória, tributária e relações institucionais e governamentais são foco em 2022 para a ABIMED.


O Conselho de Administração tem uma representatividade bastante plural, com profissionais das empresas mais diversas. Fale um pouco dessa “energia humana” que o Conselho de Administração emprega para definir os caminhos do setor?


Realmente contamos com um Conselho muito forte, de capacidades complementares e muito disposto a trabalhar em prol de nossos objetivos. Apesar da atuação pro bono, observo uma consistente participação dos diretores em reuniões e engajamento nos pleitos do setor. Os diretores do Conselho estão lá porque realmente acreditam na missão da ABIMED. Com isso, o ambiente torna-se produtivo, os debates são sempre respeitosos e saudáveis, e as decisões ocorrem de maneira satisfatória, culminando com a orientação adequada ao corpo executivo da associação. 



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