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A força feminina na transformação digital da saúde

A ABIMED segue celebrando a importante contribuição das mulheres no setor da saúde. Nesta edição, convidamos a coordenadora de Projetos de Inovação da Diretoria de Inovação do Hospital Israelita Albert Einstein, Eretz.bio, incubadora de Startups da instituição, Camila Hernandes. 

Camila escreveu, juntamente com o Dr. Rodrigo Demarch e André Pires, o artigo "Tecnologias-Base para a Transformação Digital", que integra a Nota Técnica dal ABIMED sobre o tema, lançada em julho como parte das comemorações dos 25 anos da Associação.

Graduada, Mestre e Doutora em Biotecnologia pela Universidade de Ribeirão Preto, Camila também atua como Pesquisadora Associada no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, na área de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos.


Conheça um pouco sobre sua carreira e desafios que enfrentou.


1 - Conte um pouco de sua trajetória profissional

Camila Hernandes - Iniciei minha trajetória profissional para seguir carreira acadêmica. Era meu sonho ser uma cientista de destaque. Fiz mestrado e doutorado em Biotecnologia e, no meio de um pós-doutorado, recebi um convite para ingressar parcialmente o time de inovação do Hospital Israelita Albert Einstein. Um ano depois eu estava totalmente envolvida neste novo mundo e fascinada pela construção de uma nova jornada. Iniciei como consultora científica, depois passei a atuar como consultora de projetos, até construir e coordenar a área de parcerias, na qual pude realizar meu sonho de fazer com que novas tecnologias pudessem chegar ao seu destino final: os pacientes.


2 - Quais foram os maiores desafios que enfrentou em sua trajetória profissional?

Camila Hernandes - Como vim de uma trajetória acadêmica, meu maior desafio foi aprender a lidar com o mundo executivo. A postura, o posicionamento e a forma de agir e encarar os desafios são bem distintos da maneira com que lidamos na academia. Os desafios são muitos, mas quando se tem um propósito tudo fica mais leve.


3 - Teve maiores dificuldades para ser aceita por ser mulher?

Camila Hernandes - Não tive porque nunca acreditei que era menos que qualquer outro colega do sexo masculino. Não deixei que esse pensamento me afetasse. Encarei e encaro cada desafio pensando que tudo isso é para me fortalecer e para que eu evolua como profissional. 


4 - Como você avalia a participação feminina na área da Inovação e no setor de saúde de forma geral?

Camila Hernandes - Aos poucos, vamos ganhando espaço e, apesar de achar que não precisamos provar nada, acabamos mostrando competência na medida em que ganhamos mais espaço. Meu time hoje é composto por quatro mulheres e um rapaz. Não foram escolhidas por serem mulheres, mas sim pela competência. Cada vez mais me deparo com mulheres em lideranças seja nas startups, seja nas grandes empresas. 


5 - Tem algum conselho para outras mulheres que pretendem ingressar no mundo da Inovação?

Camila Hernandes - Somos reconhecidas por darmos conta de fazer várias coisas ao mesmo tempo e por facilmente mudarmos a “chavinha” entre uma atividade e outra. Coisas que, em um ambiente de inovação em que a criatividade e velocidade devem se fazer sempre presentes, nos coloca em uma posição extremamente confortável. 


6 - Como foi escrever o artigo "Tecnologias-Base para a Transformação Digital" que integra a Nota Técnica?

Camila Hernandes - Foi um prazer imenso escrever este artigo para a Nota Técnica e compartilhar de conhecimento e de visão de futuro juntamente com o Dr. Rodrigo Demarch e André Pires. 



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