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OUTUBRO ROSA | Enfrentando o câncer de mama de peito aberto

O câncer de mama é, atualmente, uma das principais causas de morte de mulheres em todo o mundo. Somente no Brasil, estima-se que neste ano serão nada menos que 66.280 casos, o que corresponde a 29,7% dos pacientes de câncer. Para tentar diminuir esses números, torna-se fundamental a prevenção por meio de rastreamentos como a mamografia, a ressonância e o ultrassom, exames que possibilitam diagnóstico precoce da doença. Segundo os dados do Instituto Oncoguia, essa atitude torna possível que a chance de sucesso no tratamento alcance cerca de 95% dos casos. Esses números reforçam o quanto a tecnologia é importante neste processo, seja na prevenção, seja no tratamento. Nesse cenário o papel da ABIMED e seus associados é o de trabalhar intensamente para que o acesso da população ao que há de mais moderno em equipamentos no Brasil seja rápido e democrático.

As inúmeras histórias de coragem e superação mostram que vale a pena enfrentar a doença de peito aberto, com o auxílio imprescindível da tecnologia. E para falar um pouco mais sobre este assunto, trazemos aqui o registro dos exemplos das pacientes Zulmara Peixoto e Reiko Maebara, além do médico oncologista João Siufi Neto, que participaram de nossa Webcast “Outubro Rosa ABIMED: Tecnologia na Saúde da Mulher”.

Foi no final de 2018, com 51 anos, após a análise de uma imagem na mamografia, que Zulmara descobriu uma série de “pontinhos” na mama direita. Encaminhada a um mastologista que solicitou exames complementares, foi diagnosticada com um Carcinoma In-Situ que, que pelo tamanho, sugeriu uma mastectomia total.  O procedimento foi feito em maio de 2019, sendo seguido por 25 sessões de radioterapia e o uso da Hormônio Terapia.

“Foi uma surpresa quando soube da doença, pois sempre fazia exames de rotina. Fui tratada em um hospital particular e fiquei surpresa com a rapidez de tudo. O avanço tecnológico no diagnóstico é incrível e foi significativo para o sucesso. Minha irmã, que teve o mesmo diagnóstico neste ano, foi atendida pelo SUS e igualmente obteve resultados positivos e atendimento eficiente”, explica.

Terapeuta Vibracional e Expansão da Consciência, ela encontrou na meditação o amparo energético e o recurso emocional para enfrentar a situação. “É importante essa conscientização de que é possível vencer a doença. O equilíbrio emocional conta muito nesta hora, assim como o relacionamento médico/paciente para mostrar que há como se buscar um tratamento e combater a doença”, encerra. Zulmara também trabalha para ajudar outras mulheres a encarar o diagnóstico da doença de forma positiva.

A jornada de Reiko Maebara, funcionária pública de 57 anos, não foi muito diferente. Com a rotina de acompanhamento anual com ginecologista, com exame de mamografia e ultrassonografia. Reiko não costumava fazer o autoexame, porém, um dia durante o banho, notou um caroço.  Procurou o médico e recebeu, em julho de 2017, o diagnóstico de câncer na mama esquerda, um Carcinoma Ductal Invasivo.

 

“Me dei conta então que a batalha seria grande e que não seria tão fácil como imaginei. Porque sempre encarei o câncer de mama como uma doença comum, tratável e curável, que acomete tantas mulheres. Fiz quimioterapia, cirurgia e quimioterapia novamente. Foi necessária a mastectomia radical e, simultaneamente, foi realizada a reconstrução da mama. Foram seis sessões de quimioterapia neoadjuvante”, explica.

 

Atualmente, Reiko faz o controle periódico. “Faço os exames de controle a cada três meses com a oncologista, vou à mastologista a cada seis meses e digo que estou e me sinto curada. Mesmo que a médica diga que o termo que devo usar é que estou em remissão. A família, amigos, o tratamento eficaz, médicos dotados de muita empatia e competência, foram os fatores que considero fundamentais para que eu esteja hoje tão bem. Sem traumas, sem dramas e com tanto a agradecer”, finaliza.

 

Os dois casos deixam claro o quanto a prevenção é fundamental, pois favorece o diagnóstico precoce e o tratamento adequado e de sucesso. Para o oncologista João Siufi Neto, cirurgião oncológico na Clínica Medicina da Mulher, com atuação nos hospitais São Luiz Itaim, Beneficência Portuguesa e outros, e membro da Society of Surgical Oncology, é importante o fomento de novos conhecimentos tecnológicos para o tratamento do câncer de mama. “As evoluções no rastreamento da doença são evidentes e ajudam nesse processo”, destaca.

 

 


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