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Pesquisa mostra diferenças mundiais no acesso a cirurgias Folha de S. Paulo Data: 16/07/2010 Os 2 bilhões de pessoas mais ricas do mundo se beneficiam de 75% de todas as cirurgias feitas em um ano, enquanto os 2 bilhões mais pobres são submetidos apenas a 4% desses procedimentos. Como resultado da falta de acesso a cirurgias, os mais pobres muitas vezes morrem, segundo um estudo publicado no "Lancet". Muitos países não têm cirurgiões suficientes para lidar com partos difíceis, tumores, acidentes de carro e outras causas de morte comuns, diz o estudo. Nessas regiões, não há como realizar uma cirurgia de catarata, consertar defeitos congênitos ou fazer outras operações que melhoram as vidas dos pacientes. O estudo perguntou a 769 hospitais em 92 países quantas salas de cirurgia cada um tinha e quantas estavam equipadas com oxímetros -os clipes de dedo que medem a quantidade de oxigênio no sangue do paciente. A pesquisa deduziu que salas de cirurgia sem esse dispositivo também não teriam outros itens essenciais, como bombas de sucção, esterilizadores e sangue. Na Europa Ocidental, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia, havia cerca de 15. Na Europa Ocidental, havia cerca de 25.
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