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O papel da indústria de produtos médico-hospitalares avançados é destaque em encontro da Abimed Abimed Data: 18/12/2008 A importância do uso de avançadas tecnologias na saúde e na produção de equipamentos médico-hospitalares foi um dos destaques do Encontro Anual Abimed 2008. Realizado no último dia 16, contou com a presença de dezenas de protagonistas do setor no Brasil, com destaque para representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de associações e empresas do segmento. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares, Aurimar José Pinto, abriu o encontro ressaltando a importância do trabalho conjunto com as empresas associadas e entidades co-irmãs. Ele também destacou a importância das novas tecnologias em saúde para o crescimento da qualidade e melhoria da perspectiva de vida. “A aproximação e inteligência das nossas associadas têm sido fundamentais para o papel institucional e a participação colaborativa da Abimed no segmento”. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, ressaltou que a proposta do ministério de enriquecer o relacionamento não só com a indústria local, mas também com os importadores do setor. Para o Ministério da Saúde, o setor está inserido numa agenda de desenvolvimento, geração de renda e emprego. Estamos numa transformação importante na qual temos uma indústria que se preocupa com a inovação tecnológica e também de um aumento de sua capacidade. Temos que fomentar este aumento de capacidade e incentivar a inovação”, afirmou. Reinaldo Guimarães destacou que o Ministério da Saúde tem o desafio de tornar o ambiente regulatório mais seguro e eficiente nos próximos meses. “Um aspecto que oferece o maior desafio para o desenvolvimento do setor é o ambiente regulatório. Estamos trabalhando em conjunto com a indústria, outros ministérios e associações do setor no sentido de propor uma nova regulamentação que fomente o complexo industrial no Brasil”. O representante e diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, reforçou que a Agência estabeleceu como uma de suas prioridades , a discussão com todos os elos da cadeia de suprimento em apoio ao desenvolvimento do complexo industrial de saúde no Brasil. “Nossa tarefa é a de equilibrar e tornar o setor de saúde mais eficaz e seguro. Nosso grande passo é manter uma agenda regular em conjunto com todo o segmento de produtos médicos, para que possamos tomar decisões serenas e que atendam às necessidades do setor público e privado. A tecnologia tem uma perspectiva de crescimento agudo. E por isso temos a grande responsabilidade de avaliar as tecnologias e produtos úteis, eficazes, seguros e necessários para os profissionais de saúde do país”, completou. Outro ponto importante do evento foi o compromisso que o Ministério da Saúde e a Anvisa assumiram com os importadores e entidades de produtos de saúde. “Vale ressaltar que temos absoluta abertura para o setor regulado debater e nos auxiliar em uma regulação mais eficiente para o setor. Temos uma responsabilidade mútua neste desenvolvimento. E apesar das diferenças, reconhecemos que as entidades do setor têm um papel relevante para um ambiente melhor”, concluiu Dirceu Babarno. O debate também teve a participação do professor e conselheiro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Juarez Rizzieri, que se mostrou cauteloso com relação ao futuro da economia. “Hoje a crise é estrutural. Nossa grande preocupação é que o impacto se tranforme numa depressão. O setor de saúde, que aumentou sua capacidade industrial nos últimos anos, deve se preparar para um período negativo”, enfatizou. Participaram também do debate o presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi), Roberto Rodrigues, e o secretário-executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa.
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